III Domingo da Quaresma – Ano B

Comentário inicial:

 

Canto de abertura:

/ :Eu sou o caminho, / a Verdade e a Vida:/

1. Guardo no meu coração tua palavra, / para não te ofender.

2. Tua fala permanece para sempre. / É eterna como o céu.

3. Minha boca sempre cante tua palavra, / pois são justos teus preceitos.

 

PR: Em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.

AS: Amém.

PR: A vós, irmãos e irmãs, paz e fé da parte de Deus, o Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

AS: Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.

 

Ato Penitencial:

PR: O Senhor Jesus, que nos convida à mesa da Palavra e da Eucaristia, nos chama a segui-lo fielmente. Reconheçamos ser pecadores e invoquemos com confiança a misericórdia do Pai (pausa). Confessemos os nosso pecados.

Eu confesso a Deus e a vós, irmãos, / tantas vezes pequei, não fui fiel: / pensamentos e palavras, / atitudes, omissões... / Por minha culpa, tão grande culpa.

/: Senhor, piedade! Cristo, piedade! Tem piedade, ó Senhor! :/

2. Peço à Virgem Maria, nossa Mãe / e a vós, meus irmãos, / rogueis por mim, / a Deus Pai que nos perdoa / e nos sustenta em sua mão. / Por seu amor, tão grande amor.

 

Coleta

PR: Ó Deus, autor de toda misericórdia e bondade, que indicastes o jejum, a oração e a esmola como remédio contra o pecado, acolhei benigno esta confissão da nossa humildade, para que, reconhecendo as nossas faltas, sejamos sempre regenerados pela vossa misericórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e conosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

AS: Amém.

 

Liturgia da Palavra

 

Comentário:

 

Primeira Leitura: (Ex 20,1-17 ou 1-3.7-8.12-17)

 

Leitura do Livro do Êxodo:

Naqueles dias, 1Deus pronunciou todas estas palavras: 2“Eu sou o Senhor teu Deus que te tirou do Egito, da casa da escravidão. 3Não terás outros deuses além de mim. 4Não farás para ti imagem esculpida nem figura alguma do que existe em cima, nos céus, ou embaixo, na terra, ou do que existe nas águas, debaixo da terra. 5Não te prostrarás diante desses deuses nem lhes prestarás culto, pois eu sou o Senhor teu Deus, um Deus ciumento. Castigo a culpa dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração dos que me odeiam, 6mas uso da misericórdia por mil gerações com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. 7Não pronunciarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não deixará sem castigo quem pronunciar seu nome em vão. 8Lembra-te de santificar o dia de sábado. 9Trabalharás durante seis dias e farás todos os teus trabalhos, 10mas o sétimo dia é sábado dedicado ao Senhor teu Deus. Não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu escravo, nem tua escrava, nem teu gado, nem o estrangeiro que vive em tuas cidades. 11Porque o Senhor fez em seis dias o céu, a terra e o mar e tudo o que eles contêm; mas no sétimo dia descansou. Por isso o Senhor abençoou o dia do sábado e o santificou. 12Honra teu pai e tua mãe, para que vivas longos anos na terra que o Senhor teu Deus te dará. 13Não matarás. 14Não cometerás adultério. 15Não furtarás. 16Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo. 17Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença”. – Palavra do Senhor.

AS: Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: 18(19)

 

R. Senhor, tens palavras de vida eterna.

 

1. A lei do Senhor Deus é perfeita, / conforto para a alma! / O testemunho do Senhor é fiel, / sabedoria dos humildes. – R.

 

2. Os preceitos do Senhor são precisos, / alegria ao coração. / O mandamento do Senhor é brilhante, / para os olhos é uma luz. – R.

 

3. É puro o temor do Senhor, / imutável para sempre. / Os julgamentos do Senhor são corretos / e justos igualmente. – R.

 

4. Mais desejáveis do que o ouro são eles, / do que o ouro refinado. / Suas palavras são mais doces que o mel, / que o mel que sai dos favos. – R.

 

Segunda Leitura: (1Cor 1,22-25)

 

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:

Irmãos: 22Os judeus pedem sinais milagrosos, os gregos procuram sabedoria; 23nós, porém, pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e insensatez para os pagãos. 24Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, esse Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus. 25Pois o que é dito insensatez de Deus é mais sábio do que os homens, e o que é dito fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. – Palavra do Senhor.

AS: Graças a Deus.

 

Evangelho: (Jo 2,13-25)

 

/: Louvor a vós ó Cristo Rei, / Rei da eterna glória, / Rei da eterna glória! :/

Tanto Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único; / todo aquele que crer nele há de ter a vida eterna (Jo 3,16). – R.

 

Proclamação Evangelho de Jesus Cristo † segundo João:

13Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. 14No templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. 15Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isso daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” 17Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. 18Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” 19Ele respondeu: “Destruí este templo, e em três dias eu o levantarei”. 20Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?” 21Mas Jesus estava falando do templo do seu corpo. 22Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele. 23Jesus estava em Jerusalém durante a festa da Páscoa. Vendo os sinais que realizava, muitos creram no seu nome. 24Mas Jesus não lhes dava crédito, pois ele conhecia a todos; 25e não precisava do testemunho de ninguém acerca do ser humano, porque ele conhecia o homem por dentro. – Palavra da salvação.

AS: Glória a vós, Senhor.

 

Homilia

 

Profissão de Fé: (Fórmula Apostólica)

            Creio em Deus, PAI todo-poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único FILHO, nosso Senhor. Que foi concebido pelo poder do Espírito Santo. Nasceu da Virgem Maria. Padeceu sob Pôncio Pilatos. Foi crucificado, morto e sepultado. Desceu à mansão dos mortos. Ressuscitou ao terceiro dia. Subiu aos céus. Está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.

            Creio no ESPÍRITO SANTO. Na santa Igreja católica. Na remissão dos pecados. Na ressurreição da carne. Na vida eterna. Amém.

 

Preces da Assembleia

PR: Irmãos e irmãs, Jesus é o novo templo do encontro com Deus. Por meio dele, dirijamo-nos ao Pai, dizendo:

AS: Renovai-nos, Senhor, com vossa graça!

1. Pela Igreja, comunidade dos fiéis e templo vivo do Espírito Santo, para que seja renovada com o poder da cruz de Cristo e a força da Palavra de Deus, rezemos.

2. Pelo papa e por todo o corpo eclesial, do qual Cristo é a cabeça, para que tenham perseverança na missão de evangelizar, rezemos.

3. Pelas autoridades, chamadas a exercer o serviço do bem comum, para que busquem incansavelmente edificar uma sociedade ordenada segundo os preceitos de liberdade e vida provenientes dos dez mandamentos, rezemos.

4. Pelos cristãos, para que sejam presença solidária junto às pessoas que sofrem e testemunhem com a vida incondicional de Jesus até a cruz, rezemos.

5. Por nossa comunidade e cada um de nós, para que, no dia a dia, saibamos ser consequentes com as palavras de Jesus expressas no lema da Campanha da Fraternidade: “Vós sois todos irmãos e irmãs”, rezemos.

(outras intenções...)

PR: Tudo isso, ó Pai, vos pedimos, por Cristo, nosso Senhor.

AS: Amém.

 

Liturgia Eucarística

 

Motivação:

 

Oferendas:

/:Ninguém com fome ninguém / sem ter alguém. / Ninguém sofrendo demais, / ninguém :/

1. Que a tua graça nos ajude a ser fraternos/ E nos alcance um novo jeito de chegar / Os teus caminhos são pra sempre, são eternos / Mas só alcança quem aprende a partilhar.

2. Que o pão da terra que trouxemos como oferta/ Que o pão da vida que nos destes neste altar, / nos façam ver que a paz é graça mais que certa, / se o coração conhece o dom de partilhar.

 3. Que nunca falte o pão e a paz em cada casa. / Que nunca falte a intenção de partilhar / Quem tem demais ajudará quem tem de menos. / Quem tem de menos vai parar de mendigar.

4. Aprenderemos a orar pedindo luzes, / mais nossa luz pelos que sofrem brilhará/ Igual à lua que não tendo brilho próprio/ Reflete a luz, a imensa luz que o sol lhe dá.

 

PR: Orai, irmãos e irmãs, para que o meu e vosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.

AS: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.

 

Sobre as oferendas

PR: Senhor de bondade, concedei-nos por este sacrifício que, pedindo perdão de nossos pecados, saibamos perdoar os nossos irmãos. Por Cristo, nosso Senhor.

AS: Amém.

 

Oração Eucarística III – Prefácio: O sentido espiritual da Quaresma

 

PR: O Senhor esteja convosco.

AS: Ele está no meio de nós.

PR: Corações ao alto

AS: O nosso coração está em Deus.

PR: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

AS: É nosso dever e nossa salvação.

PR: Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Todos os anos concedeis a vosso fiéis a graça de se prepararem para celebrar os sacramentos pascais, na alegria de um coração purificado, para que, dedicando-se mais intensamente à oração e às obras de caridade e celebrando os mistérios pelos quais renasceram, alcancem a plenitude da filiação divina. Por isso, com os anjos e arcanjos, os Tronos e as Dominações e todos os coros celestes, entoamos o hino da vossa glória, cantando a uma só voz:

Santo, Santo, Santo, / Senhor Deus do universo! / O céu e a terra proclamam a vossa glória. / Hosana nas alturas! / Bendito o que vem / em nome do Senhor! / Hosana, nas alturas!

PR: Na verdade, vós sois Santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir para vós um povo que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr do sol, um sacrifício perfeito.

PR: Por isso, ó Pai, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas a fim de que se tornem o Corpo † e o Sangue de vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, que nos mandou celebrar estes mistérios.

AS: Enviai o vosso Espírito Santo!

PR: Na noite em que ia ser entregue, Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Do mesmo modo, ao fim da Ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, pronunciou a bênção de ação de graças, e o deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS, PARA A REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Mistério da fé e do amor!

AS: Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos vossa vinda!

PR: Celebrando agora, ó Pai, o memorial da paixão redentora do vosso Filho, da sua gloriosa ressurreição e ascensão ao céu, e enquanto esperamos sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício vivo e santo.

AS: Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!

PR: Olhai com bondade a oblação da vossa Igreja e reconhecei nela o sacrifício que nos reconciliou convosco; concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, repletos do Espírito Santo, nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.

AS: O Espírito nos una num só corpo!

PR: Que o mesmo Espírito faça de nós uma eterna oferenda para alcançarmos a herança com os vossos eleitos: a santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, São José, seu esposo, os vossos santos Apóstolos e gloriosos Mártires, N. (Santo do dia ou padroeiro) e todos os Santos, que não cessam de interceder por nós na vossa presença.

AS: Fazei de nós uma perfeita oferenda!

PR: Nós vos suplicamos, Senhor, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja que caminha neste mundo com o vosso servo o Papa N., e o nosso Bispo N., com os bispos do mundo inteiro, os presbíteros e diáconos, os outros ministros e o povo por vós redimido. Atendei propício às preces desta família, que reunistes em vossa presença. Reconduzi a vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.

AS: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!

PR: Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória, por Cristo, Senhor nosso. Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.

PR: Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos.

AS: Amém!

 

Rito da Comunhão

(Pai-nosso)

 

PR: Obedientes à Palavra do Salvador e formados por seus divinos ensinamentos, ousamos dizer:

AS:  Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso Nome. Venha a nós o vosso reino. Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos daí hoje. Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

PR: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.

AS:  Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

 

Oração da Paz

PR: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos apóstolos: “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz”. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.

AS:  Amém.

 

PR: A paz do Senhor esteja sempre convosco.

AS:  O amor de Cristo nos uniu.

Abraço da paz (Opcional)

 

(Enquanto o Celebrante parte a Hóstia consagrada, alguém inicia a invocação ou canto:)

 

/: Cordeiro de Deus, / que tirais o pecado do mundo. / Tende piedade, / tende piedade, / tende piedade, / piedade de nós! :/

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo. / Dai-nos a paz, / dai-nos a paz, / dai-nos a paz, Senhor, / a vossa paz!

 

(Ao apresentar a sagrada Hóstia:)

PR: Felizes os convidados para a ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

AS:  Senhor, eu não sou digno (a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo (a).

 

Comunhão:

Vós sois o caminho, / a verdade e a vida, / o pão da alegria descido do céu.

1. Nós somos caminheiros que marcham para o céu, / Jesus é o caminho que nos conduz a Deus.

2. Da noite da mentira, das trevas para a luz, / busquemos a verdade, verdade é só Jesus.

3. Pecar é não ter vida, pecar é não ter luz, / tem vida só quem segue os passos de Jesus.

4. Jesus, verdade e vida, caminho que conduz, / as almas peregrinas que marcham para a luz.

 

Mensagem da Campanha da Fraternidade  (n. 57-58)

 

            Não podemos nos esquecer de que “antes de ser uma tarefa para o homem, a paz é um atributo divino. Quem quiser construir a paz sem Deus, esquece que já não vivemos no paraíso, mas que somos pecadores. O nosso estado sem paz é um sinal de que foi rompida a unidade entre Deus e a humanidade. A história humana está marcada pela violência, pelas divisões e por derramamento de sangue. Os homens anseiam pela paz que pelo pecado perderam; deste modo, silenciosamente, anseiam por Deus” (Docat, n. 270). Para as pessoas cristãs, não é possível haver fraternidade e amizade social descurando-se do referencial fundamental que é o próprio Deus Uno e Trino, comunhão de amor, Criador que acolhe e salva. Não basta simplesmente falar de Deus, como, infelizmente, por vezes tem acontecido em nossa realidade política, com discursos que instrumentalizam a fé do povo brasileiro em nome de projetos violentos de sociedade. Mais do que falar de Deus e constituir bancadas políticas que utilizam o nome de Deus por vezes em vão, é preciso conhecê-lo verdadeiramente, tal como foi a nós revelado por Jesus de Nazaré, por meio do seu rosto e das suas atitudes. A Campanha da Fraternidade é uma oportunidade singular de discipulado, de encontro pessoal e comunitário como o Mestre e de averiguar a qualidade da nossa forma de seguimento a Cristo e vivência concreta de seus ensinamentos.

            O tema da Campanha da Fraternidade deste ano é uma questão transversal a todas as outras. Chegamos a uma época em que a não fraternidade, ou seja, a inimizade social se tornou o critério determinante para boa parcela de pessoas, de grupos e da sociedade. Vivemos um período em que o valor do indivíduo se tornou predominante a ponto de não se perceber que individualidade e fraternidade se complementam. Um aspecto sem o outro é incapaz de gerar felicidade, paz, vida e segurança.   

 

Depois da comunhão

PR: Senhor, tendo recebido o penhor do vosso mistério celeste, e já saciados na terra com o pão do céu, nós vos pedimos humildemente que se manifeste em nossa vida o que o sacramento realizou em nós. Por Cristo, nosso Senhor.

AS: Amém.

 

Avisos

 

Bênção Final

PR: O Senhor esteja convosco.

AS: Ele está no meio de nós.

PR: Dirigi, Senhor, nós vos pedimos, os corações dos vossos fiéis, e concedei benigno a vossos servos e a graça de, permanecendo no amor a vós e ao próximo, cumprir plenamente os vossos mandamentos. Por Cristo, nosso Senhor.

AS: Amém.

PR: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho † e Espírito Santo.

AS: Amém.

 

Saudação à Nossa Senhora:

Salve, Regina, / Mater misericórdiae, / vita, dulcédo, / et spes nostra, salve. / Ad te clamámus,/ éxsules fili Evae,/ At te suspirámus,/ geméntes et flentes/ in hac lacrimárum valle./ Eia ergo,/ advocáta nostra,/ illos tuos/ misericórdes óculos/ ad nos convérte;/ et Iesum,/ benedíctum fructum ventris tui,/ nobis post hoc exsílium osténde./ O clemens,/ o pia,/ o dulcis/ Virgo Maria.

 

Canto Final: (CF 2024)

1. Conduzidos a este deserto, (cf. Mc 1, 13) / Deus nos chama à libertação (cf. Ex 3,8; 20,2) / da indiferença e divisão: / “Onde está tua irmã, teu irmão?” (cf. Gn 4,9) / “Eis a hora! O Reino está perto, / Crê na Palavra e na conversão. ((Mc 1,15)

REFRÃO: “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt 23,8) / é palavra de Cristo, o Senhor; / pois a fraternidade humana / deve ser conversão e valor. / Seja este um tempo propício (cf. 2Cor 6,2) / para abri-nos, enfim, ao amor!

2. A Quaresma nos chama a assumir / um amor que supera barreiras, (FT 1) / desejando abraçar e acolher, (FT 3) / se estendendo além das fronteiras, (FT 99) / rompendo as cadeias que isolam, / construindo relações verdadeiras. (FT 62)

3. Misericórdia, pecamos, Senhor, (Sl 50,3) / sem no outro um irmão enxergar. / Mas queremos vencer os conflitos, / pela cultura do encontro lutar. (FT 30) / Em unidade na pluralidade, / um só Corpo queremos formar! (cf. 1Cor 12,12-31)

4. O Senhor nos propõe aliança (Gn 9,8-15) / e nos trata com terno carinho. (Sl 102,4) / Superemos divisões, extremismos / ninguém vive o chamado sozinho. (FT 32) / Só assim plantaremos a paz: / “Corações ardentes e pés a caminho” (cf Lc 24, 32-33)

5. “Alarga o espaço da tenda” (Is 54,2) / e promove a amizade social, (cf.  EG 228) / vence as sombras dum mundo fechado, / construindo Igreja sinodal. / Convertidos, renovados veremos / novo céu, nova terra, afinal. (Ap 21,1-7)